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Azteca abre a Copa pela terceira vez — feito inédito na história do futebol

Jack T. Taylor

Só existe um estádio no mundo que carregou esse peso duas vezes — e agora o carrega pela terceira. O Azteca recebeu uma final de Copa do Mundo e entregou o troféu ao Brasil; construiu o palco para a corrida solitaria de Diego Maradona contra a Inglaterra, ainda os sessenta segundos mais vistos na história do futebol. Toda vez que o esporte precisou de um prédio para tornar um momento permanente, voltou ao sul da Cidade do México. Rebatizado de Estadio Banorte por um acordo de naming que talvez demore uma geração para parecer natural, este estádio se torna o primeiro na história a abrir três Copas do Mundo distintas.

Inaugurado em maio de 1966 — uma década antes do Superdome, duas antes de o Old Trafford ser reconstruído — com uma capacidade inicial que então liderava as Américas, o estádio chegou a 87.523 lugares após a reforma de 2026, número certificado para uso no torneio após quase um ano de fechamento. Para quem está sentado no nível superior, a vista se resolve menos como um estádio do que como uma geografia contida: o teto em balanço envolve todo o anel sem nenhuma coluna interna, direcionando o barulho para o campo como um funil comprime o som. Não é um prédio sutil. Nunca foi projetado para ser.

Exterior view of Estadio Azteca in Mexico City
Photo: Cvmontuy / CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

A superfície é um híbrido GrassMaster — grama natural entre laçada com fibras sintéticas — instalado para substituir o campo provisório de futebol americano que havia sido colocado durante as obras de reforma. O Club América e a seleção mexicana dividem esse campo no calendário regular; as duas equipes conhecem o terreno melhor do que qualquer visitante. Espera-se que o gramado tenha tido exatamente uma temporada de crescimento antes do início do torneio. Se vai aguentar a textura ao longo de três jogos no calor do verão, dentro de um estádio que vai reunir 87.000 pessoas, é o cálculo do preparador do gramado, não do torcedor.

Em 11 de junho, o Estadio Banorte recebe a partida de abertura de toda a competição: México enfrenta África do Sul no Grupo A, o jogo que dá o pontapé inicial para todas as equipes do planeta. A torcida será a mais barulhenta do futebol naquela noite, independente do placar — esse é o contrato social que esse estádio sempre manteve com sua seleção. O Grupo A volta em 24 de junho, quando República Checa e México se enfrentam em uma partida que pode ser decisiva para um deles. No dia 17 de junho, o Grupo K leva Uzbequistão e Colômbia ao estádio: dois países que vão descobrir que a estrutura impõe sua própria pressão antes de qualquer uma das equipes tocar na bola.

Existe o argumento de que alguns prédios sustentam pressão melhor do que outros — que escala, idade e o peso do que já aconteceu dentro deles moldam o que acontece depois. O Azteca defendeu esse argumento três vezes, em três Copas do Mundo distintas e seis décadas do jogo. O nome acima do portão mudou. O concreto, não, nem o peso que carrega.

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