Música

K/DA volta com FIRESTARTER após seis anos e mantém Miyeon e Soyeon, do i-dle, no grupo

Alice Lange
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O K/DA, grupo pop virtual que a Riot Games criou a partir de quatro campeãs de League of Legends, voltou com FIRESTARTER, um EP de quatro faixas e a primeira música inédita em seis anos. O retorno preserva o núcleo de K-pop que fez o projeto dar certo, com Miyeon e Soyeon, do i-dle, de novo como Ahri e Akali. Os outros dois papéis ganharam vozes novas: a cantora canadense Sophie Powers vira Evelynn, e a cantora pop inglesa Mimi Webb assume Kai’Sa.

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A faixa-título chega com um clipe animado da Fortiche, o estúdio francês por trás de Arcane, que também fez o vídeo de “POP/STARS”, a música que apresentou o K/DA ao mundo. Voltar ao mesmo estúdio é uma aposta na continuidade, mesmo com o visual mudando. A Fortiche disse que queria um retorno mais maduro e mais ligado à moda, um passo além das personagens que os fãs desenham, recriam em cosplay e usam como skins no jogo desde que o grupo surgiu.

O público estava esperando. Segundo o anúncio de lançamento da Riot Games e da Virgin Music Group, o clipe de “FIRESTARTER” teve 9,2 milhões de visualizações no mundo nas primeiras 24 horas, e no canal oficial de League of Legends no YouTube já passou de 36 milhões. No Last.fm, o EP já soma mais de 1,4 milhão de execuções de cerca de 47.800 ouvintes.

A troca no elenco é a maior mudança. Madison Beer e Jaira Burns cantavam como Evelynn e Kai’Sa nos lançamentos anteriores do grupo, e as substitutas vêm de cantos diferentes do pop. Webb é um nome firme nas paradas do Reino Unido, onde o EP de estreia, Seven Shades of Heartbreak, entrou no top 10 da parada de álbuns, seguido por singles como “House on Fire” e “Red Flags”. Powers transita entre o pop-punk e o hyperpop e já tinha lançado dois EPs próprios antes de entrar no projeto. Manter Miyeon e Soyeon garante à nova formação o som familiar que os fãs de longa data vão conferir primeiro.

“FIRESTARTER” vem acompanhada de “WATCH ME”, “NEVER GOING BACK” e “GIRLS”. A faixa de encerramento traz DJ Sona, outra campeã de League of Legends reinventada como artista eletrônica, que volta à música do jogo pela primeira vez em mais de uma década. O EP é curto: as quatro músicas somam pouco mais de 13 minutos, e “GIRLS”, a mais breve, passa só um pouco dos dois.

O modelo do K/DA sempre foi fora do comum. Os games usavam músicas licenciadas e trilhas originais havia décadas, mas a Riot criou um grupo pop cujas integrantes são as próprias personagens e depois contratou cantoras de verdade para dar voz a elas. Isso abriu várias portas ao mesmo tempo para o grupo chegar ao público: games, K-pop, animação e fandom na internet. A Riot calcula o catálogo em mais de 2,7 bilhões de streams e 1,8 bilhão de visualizações de vídeo, e “POP/STARS” recebeu certificado de platina da RIAA, o que fez de K/DA e i-dle os primeiros grupos femininos de K-pop a alcançar essa marca.

O single principal saiu em 18 de outubro e o EP completo chegou em 21 de outubro, em formato digital no mundo todo pela Riot Games e pela Virgin Music Group, com edições físicas previstas para depois. É o segundo EP do K/DA, depois de All Out, lançado em novembro de 2020.

Agora vem o palco. O K/DA está escalado para se apresentar em 14 de novembro na cerimônia de abertura do Worlds 2026, no Barclays Center, em Nova York, ao lado do True Damage, o grupo virtual de hip-hop da Riot, que canta “Know My Name”, o hino deste ano. Será a terceira participação do K/DA em um Campeonato Mundial de League of Legends, depois da estreia em 2018 e da volta em 2020.

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