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iPhone Ultra abandona o Face ID, dobra até 7,8 polegadas e começa em 2.000 dólares

Susan Hill

O primeiro celular dobrável da Apple é diferente de tudo que a empresa já fez. O iPhone Ultra abre para uma tela OLED de 7,8 polegadas, do tamanho de uma tela de iPad mini, e fecha com apenas 9 milímetros de espessura. O preço inicial é de US$ 2.000.

Para quem esperava para ver se a Apple entraria na categoria de celulares dobráveis, a resposta não é apenas que sim, mas como. O Ultra usa uma dobradiça de metal líquido e vidro ultrafino unidos de forma que, segundo a Apple, elimina em grande parte o vinco que tem sido o ponto fraco visível da linha Galaxy Fold da Samsung desde 2019. Quando aberto e esticado, o dispositivo tem 4,5 milímetros — similar ao iPhone comum mais fino já lançado. Essa finura, e a engenharia necessária para alcançá-la enquanto acomoda duas baterias separadas totalizando até 5.800 mAh, é o cerne do que o preço de US$ 2.000 compra.

O iPhone Ultra roda o novo chip A20 Pro de 2 nanômetros da Apple, o mesmo processador dos modelos iPhone 18 Pro anunciados também esta semana. Na prática, isso significa que o dobrável carrega todo o desempenho do iPhone mais rápido da Apple em um formato que, quando fechado, cabe no bolso aproximadamente como qualquer outro flagship. Os dois tamanhos de tela fazem coisas diferentes: a tela externa de 5,5 polegadas lida com notificações, chamadas e tarefas rápidas; a tela interna de 7,8 polegadas se torna útil para leitura, vídeo, multitarefa e qualquer outra coisa que se beneficie de espaço.

Existem concessões reais, e elas importam. O Ultra não tem Face ID. A Apple determinou que encaixar o conjunto de sensores necessário no mecanismo da dobradiça não era viável, e substituiu pelo Touch ID no botão liga/desliga. O Touch ID é seguro, e a Apple o usou por anos antes do Face ID chegar — mas usuários que desbloqueiam iPhones com o olhar desde 2017 precisarão se ajustar. O sistema de câmeras também é reduzido: o Ultra traz uma lente grande-angular e uma ultra grande-angular, mas abandona a teleobjetiva. Para a maioria das fotos, isso é suficiente, mas o zoom óptico de 5x do iPhone 18 Pro Max não está aqui.

O iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max são os anúncios menos dramáticos do mesmo evento, mas são os que a maioria das pessoas realmente comprará. Ambos compartilham o chip A20 Pro e adicionam uma câmera principal de abertura variável — um recurso de câmeras profissionais que ajusta a quantidade de luz que chega ao sensor dependendo da cena. A Dynamic Island encolhe ligeiramente. A bateria cresce. Os preços aumentam em cerca de US$ 100 a US$ 300 em relação ao iPhone 17 Pro. O iPhone 18 básico, voltado para a maioria dos compradores, não chega até a primavera de 2027.

Se o Ultra encontrará público a US$ 2.000 depende de algo que a Apple não pode controlar totalmente: se as pessoas que já têm um bom celular decidirão que uma tela maior, quando quiserem, vale o dobro do preço usual. O Samsung Galaxy Z Fold 7 custa a partir de US$ 1.799 e está disponível há meses. A Apple chega mais tarde, com um preço mais alto, apostando que o acabamento, o design e a integração com o ecossistema justificam ambos.

As pré-vendas do iPhone 18 Pro, iPhone 18 Pro Max e iPhone Ultra abrem em 12 de setembro às 5h, horário do Pacífico. Os três começam a ser enviados em 18 de setembro. O iOS 27 deve chegar a partir de 14 de setembro.

O Ultra não é um iPhone para todos. É para pessoas que olharam para cada celular dobrável feito até agora e encontraram um motivo para esperar. A Apple decidiu que esse motivo sempre foi sobre quem o estava fazendo.

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