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Florence Pugh transformou o Marvel mais íntimo dos últimos anos — e ninguém esperava isso

Penelope H. Fritz
Florence Pugh
Florence Pugh
Nascimento3 de janeiro de 1996
Oxford, Oxfordshire, England UK
OcupaçãoAtor
Conhecido porOppenheimer, Gato de Botas 2: O Último Pedido, Duna: Parte Dois
PrêmiosBIFA Best Actress Award (Lady Macbeth, 2016) · Oscar · SAG

Quando Thunderbolts* chegou aos cinemas em maio de 2025, os críticos notaram algo fora do padrão: um filme da Marvel cuja cena mais poderosa não tinha nenhum combate. Era Florence Pugh, sozinha num quarto, se despedaçando. A atriz britânica não só protagonizava o filme — ela definia o que ele poderia ser.

Yelena Belova, a personagem que Pugh carrega desde Viúva Negra (2021), chegou a Thunderbolts* como a alma emocional de um projeto que ela mesma descreveu como “um filme de assassinos com cara de A24, com super-heróis da Marvel”. Arrecadou US$ 382 milhões. Pugh também negociou pessoalmente o direito de fazer ela própria a cena em que sua personagem salta do Merdeka 118, o segundo edifício mais alto do mundo, em Kuala Lumpur.

Esse tipo de investimento — físico, emocional, executivo — é a sua marca. Nascida em Oxford, criada por um tempo em Ibiza antes de a família voltar para a Inglaterra, Pugh cresceu num lar de artistas. Sua mãe Deborah foi bailarina, seu pai Clinton restaurateur. O irmão Toby Sebastian atuou em Game of Thrones; a irmã Arabella Gibbins é professora de canto e trabalhou com Florence em cenas musicais.

Lady Macbeth (2016), seu primeiro grande papel, rendeu-lhe o British Independent Film Award de Melhor Atriz. Três anos depois, 2019 a transformou numa figura do cinema mundial: Midsommar, Adoráveis Mulheres e Fighting with My Family chegaram em doze meses. Como Amy March no filme de Greta Gerwig, encontrou uma leitura que outros tinham ignorado — Amy como estrategista de sobrevivência, não como mimada — e recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante aos vinte e três anos.

A polêmica de Não Se Preocupe, Querida (2022) — as tensões nos bastidores descritas diferentemente por cada parte — gerou mais cobertura do que o próprio filme. O que fica menos marcado é que a atuação de Pugh segurou, e que Oppenheimer veio logo depois, em 2023, onde ela interpretou Jean Tatlock, física e militante comunista, em um dos maiores bilheterias do ano. Em Duna: Parte Dois (2024), como a princesa Irulan, entregou uma performance contida numa produção monumental.

Fora das telas, Pugh não fica quieta. Quando apareceu com um vestido Valentino semitransparente em Roma, em julho de 2022, e recebeu críticas nas redes, respondeu com um texto no Instagram perguntando diretamente: “Por que vocês têm tanto medo de seios?” Mais tarde, revelou diagnósticos de síndrome dos ovários policísticos e endometriose, incluindo a recomendação médica de congelar óvulos aos vinte e sete anos.

Florence Pugh
Florence Pugh. Photo via The Movie Database (TMDB)

We Live in Time (2024), ao lado de Andrew Garfield, foi um exercício diferente: menor, mais silencioso, uma história de amor e perda estruturada de forma não linear. Um contrapeso deliberado à escala dos anos anteriores.

O que vem a seguir é ainda mais ambicioso. Em Leste do Éden — série de sete episodios na Netflix prevista para o fim de 2026 — Pugh vai interpretar Cathy Ames, a vilã mais complexa de Steinbeck, e também será produtora executiva. Avengers: Doomsday, um terceiro Duna e A Biblioteca da Meia-Noite, adaptação do romance de Matt Haig com Pugh como protagonista e produtora, completam a agenda até 2027.

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Florence Pugh tem trinta anos e já não pede licença para ser difícil de classificar. Isso é a estratégia desde o começo.

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