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Ubisoft reconstrói Rayman Legends em 3D com dublagem e um sexto reino inédito

Susan Hill

Rayman Legends é aquele raro platformer que os jogadores citam não apenas como bom, mas como um verdadeiro ponto alto do gênero. A velocidade cooperativa, as fases sincronizadas com a música, o caos de quatro jogadores caçando Teensies por um mundo que nunca para de se mover — a Ubisoft Montpellier criou algo em 2013 que o estúdio aparentemente achou impossível de superar simplesmente seguindo em frente. Então eles voltaram atrás. Rayman Legends Retold reconstrói o jogo do zero no motor Snowdrop: mesma lógica de design, mesmas fases principais, mas visuais tridimensionais totalmente novos e conteúdo suficiente para tornar isso algo distinto do original.

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A adição mais surpreendente é a voz. Cada personagem em Rayman Legends Retold fala em cenas totalmente dubladas — Rayman, Globox, Barbara, Grand Minimus, Murphy — em uma franquia que se comunicou através de mímica e alegres balbucios por toda sua existência. Esta é uma escolha deliberada, não uma conveniência técnica. A Ubisoft manteve o tom irreverente e cômico, o que sugere que o estúdio entende que o diálogo aqui precisa ser tão leve e absurdo quanto a própria jogabilidade. Se as vozes reais acrescentam ou subtraem do charme anárquico da franquia é uma pergunta que o jogo terá que responder quando os jogadores colocarem as mãos nele.

As adições estruturais são mais difíceis de descartar. Um sexto reino que não existia no original de 2013 chega com novos conjuntos de fases construídos especificamente para a linguagem visual tridimensional do motor Snowdrop. Quatro novas fases musicais expandem a parte do jogo que fez de Legends um assunto obrigatório — são aquelas fases onde cada pulo e rolamento era cronometrado para uma barra específica da música, e onde uma batida perdida parecia uma traição pessoal à faixa. O compositor Christophe Héral, que criou a trilha original, retorna ao lado de Grant Kirkhope para expandir a trilha sonora por todo o novo conteúdo. Os modos de desafio Cave of Bad Dreams e Cave of Trials retornam com curvas de dificuldade atualizadas.

O modo cooperativo suporta até quatro jogadores localmente, e o Kung Foot — o minigame de futebol que transformava grupos de amigos em antagonistas inesperadamente competitivos lá em 2013 — volta com regras personalizáveis e controles aprimorados. O Kung Foot original estava enterrado nos menus, descoberto principalmente por acaso, e inevitavelmente sequestrava sessões inteiras que deveriam ser sobre outra coisa. O fato de a Ubisoft ter escolhido desenvolvê-lo em vez de simplesmente portá-lo é um sinal revelador de onde a atenção do estúdio realmente pousou.

O que o motor Snowdrop não consegue replicar é o que tornava a renderização do UbiArt Framework distinta. Rayman Legends foi um marco da direção de arte bidimensional: a forma como as texturas dos trajes captavam a luz, as camadas de paralaxe que se moviam em diferentes profundidades atrás de cada fase, a sensação artesanal de cada quadro animado. Migrar para três dimensões não é uma atualização em nenhum sentido simples — é um vocabulário estético diferente, e que não carrega automaticamente o calor tátil do original. O trailer mostra um jogo capaz e enérgico. Ainda não mostra se a alegria cinética do original sobrevive à tradução. A US$ 39,99, o jogo se posiciona abaixo do preço padrão de varejo: é uma releitura para fãs que retornam e uma porta de entrada para novatos, não uma experiência premium que pretende superar a fonte.

Rayman Legends Retold será lançado em 1º de outubro no PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch 2 e PC via Ubisoft Connect, Steam e Epic Games Store. Também estará disponível através do serviço de assinatura Ubisoft+ e nas plataformas de nuvem GeForce Now e Blacknut no lançamento.

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