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O ator Jason Statham coproduz ‘Dogfight’, filme de vingança de Guy Ritchie para a Netflix

Camille Lefèvre
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Toda notícia sobre Dogfight começa pela reunião da dupla — e ela é mesmo real: Guy Ritchie vai escrever e dirigir para a Netflix um thriller de vingança estrelado por Jason Statham, em seu sétimo filme juntos. Mas o detalhe mais revelador aparece algumas linhas adiante, nos créditos. Statham também é um dos produtores do filme, e a Punch Palace, empresa que ele próprio criou, é uma das três produtoras por trás do projeto. O ator que Ritchie escalou como um golpista esperto das ruas agora também é sócio na parceria.

É uma mudança discreta de posição, que marca toda a fase mais recente da carreira de Statham. Durante quase duas décadas, ele foi um protagonista de ação confiável na engrenagem de outras pessoas, dos filmes de Transporter, escritos por Luc Besson, às franquias Fast & Furious e Expendables. Ao lado de Ritchie, nos filmes que primeiro o tornaram conhecido, ele já não é a novidade descoberta pelo diretor. É quem chega à mesa com projetos.

Da barraca de feira aos créditos de produtor

Statham trabalhava como modelo para a French Connection quando foi apresentado a Ritchie, que procurava alguém para interpretar um vigarista e o escalou depois de saber que ele já havia trabalhado como vendedor em uma barraca de feira. Segundo a biografia dele na Wikipedia, recebeu £5.000 por Lock, Stock and Two Smoking Barrels (1998) e £15.000 por Snatch (2000). As duas comédias policiais lançaram a carreira dos dois.

O terceiro filme quebrou o ritmo. Revolver (2005) foi um fracasso de crítica e de bilheteria, e a parceria só foi retomada em Wrath of Man, em 2021, que a própria Tudum, da Netflix, considera a quarta colaboração entre eles. O tom era completamente diferente: um remake do thriller francês Le Convoyeur, com Statham no papel de H, um homem que entra para uma empresa de transporte de valores em busca dos responsáveis pela morte do filho. A Collider estima que o filme arrecadou cerca de US$ 104 milhões no mundo todo, diante de um orçamento divulgado de US$ 40 milhões. Em 2023, veio Operation Fortune: Ruse de Guerre, uma comédia de espionagem com Statham como Orson Fortune.

Quando visto em perspectiva, Wrath of Man trocou a irreverência dos filmes de golpes pela linguagem fria da vingança. Dogfight, que a Netflix descreve como “um filme de ação estiloso sobre vingança, ambientado no submundo do crime londrino”, segue exatamente essa linha.

Viva La Madness, o filme que Statham tirou do papel

O crédito de produtor em Dogfight não surgiu do nada. Em 2013, Statham comprou os direitos do romance Viva La Madness, de J.J. Connolly, sequência do livro Layer Cake, do mesmo autor. Em 2015, planejava-se uma versão para a televisão; em 2025, o projeto voltou a ser um longa-metragem e foi levado ao American Film Market para buscar compradores. A Deadline informa que Statham desenvolveu o filme para a Punch Palace, com Ritchie e Connolly escrevendo o roteiro em parceria.

Ritchie falou abertamente sobre o tempo que o projeto levou para sair do papel. “Jason e eu tentamos fazer isso por uns 10 anos ou mais, então foi catártico finalmente realizar o filme”, disse ele à Collider, segundo citação reproduzida pelo ComingSoon. As filmagens terminaram em abril, e o filme está em montagem. A distribuição na América do Norte ficará a cargo da Black Bear, enquanto a Amazon MGM Studios cuidará da maioria dos territórios internacionais. É a sexta colaboração entre os dois, e o longa ainda não tem data de estreia confirmada.

O elenco que acompanha as notícias de hoje — Vinnie Jones, Jason Isaacs, Babs Olusanmokun, Camila Mendes, Ben Foster, Jonny Lee Miller e o estreante Raúl Alejandro — é de Viva La Madness. Nenhum coprotagonista foi anunciado para Dogfight.

O que sabemos sobre Dogfight

Até agora, os detalhes são poucos. Ritchie assina o roteiro, a direção e a produção. Statham estrela e produz ao lado de Ivan Atkinson e John Friedberg. As produtoras são Black Bear, Toff Guy Films e a Punch Palace, de Statham — as três também estão envolvidas em Viva La Madness. A produção deve começar no início de 2027, com filmagens no Reino Unido. Como observa o The Hollywood Reporter, os detalhes da trama seguem em sigilo, e ainda não há data de estreia anunciada.

Nos dois próximos filmes que Statham e Ritchie têm em preparação, a empresa do próprio ator faz parte da engrenagem, e ambos são histórias policiais filmadas no Reino Unido — depois de um thriller sobre transporte de valores ambientado em Los Angeles e de uma comédia de espionagem. Um pistoleiro contratado raramente pode escolher o território em que trabalha. Statham agora pode.

Viva La Madness, projeto que Statham passou mais de uma década tentando tirar do papel, já encerrou as filmagens e continua sem data de estreia. Dogfight já tem uma plataforma de streaming antes mesmo de uma única cena ser filmada.

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