Música

Pillow Fight, de Tinashe, antecipou seu primeiro álbum no top 10 da Billboard 200

Noah Brandt
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Tinashe lançou “Pillow Fight” e “I’d Rather Be Alone” juntas, duas músicas que seguem direções opostas: uma faixa de R&B sedutora, movida pelo desejo, e uma balada de término sobre sair de um relacionamento tóxico. As duas foram a última prévia de Popstar, álbum que agora detém a melhor estreia da carreira da cantora na Billboard 200.

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Esse resultado nas paradas é motivo para ouvir as duas faixas de novo. Tinashe lança álbuns há mais de uma década, e sua melhor posição anterior na Billboard 200 havia sido o 17º lugar, com Aquarius, seu álbum de estreia por uma grande gravadora. Popstar estreou em 6º lugar, com 35.500 unidades equivalentes de álbum, cerca de 22 mil delas provenientes de vendas puras, segundo a Billboard. Em um mercado movido a streams, essa parcela de vendas indica fãs que compram o disco, e não apenas um clipe viral.

“Pillow Fight”, produzida por Ricky Reed, começa com um sample de “Self Control”, de Laura Branigan, antes de assumir uma batida constante e tranquila que críticos compararam aos singles de R&B de Mariah Carey nos anos 1990. No vídeo, dirigido por Zac Wiesel, Tinashe passa por uma sequência de camas em um quarto escuro, sob uma chuva de penas, enquanto dança — com direito a saltos e espacates — e mantém os olhos fixos na câmera.

“I’d Rather Be Alone” segue na direção oposta. Sintetizadores etéreos e guitarra elétrica conduzem uma música sobre chegar ao limite com um parceiro, lançada sem vídeo e como single promocional, não oficial. Alexander Cole, do HotNewHipHop, resumiu bem o contraste: “Pillow Fight” tem energia de festa, enquanto a faixa que a acompanha é “toda voltada para as baladas”.

As duas músicas encerraram uma campanha que começou com “Too Easy”, “Crash Out” e “Melatonin”. Popstar também é o primeiro teste de verdade para medir o que os anos de Tinashe no TikTok renderam: “Nasty” garantiu à cantora sua primeira entrada na Hot 100 como artista solo, e o remix de “No Broke Boys” feito por Disco Lines chegou ainda mais alto, ao 36º lugar. Singles virais não se transformam automaticamente em reproduções de um álbum, e este disco foi a prova de que a gravadora precisava.

O lançamento duplo teve um custo. Duas músicas lançadas no mesmo dia disputam as mesmas playlists e o mesmo espaço no ciclo de notícias, e “I’d Rather Be Alone”, sem um vídeo para promovê-la, inevitavelmente seria o lado mais discreto. “Pillow Fight” também se apoia em referências conhecidas — um refrão oitentista emprestado e uma melodia ao estilo de Mariah —, o que faz a faixa agradar facilmente antes que ela soe como algo próprio. Além disso, uma estreia em 6º lugar, com 35.500 unidades, é um recorde na carreira, mas não representa uma conquista comercial avassaladora quando comparada aos álbuns que ficaram acima dela.

A recepção dos críticos foi mais calorosa do que a das paradas. Popstar tem nota 88 no Metacritic, com base em sete resenhas; a NME deu cinco estrelas ao álbum, e Anna Gaca, da Pitchfork, o chamou de “o melhor álbum pop do ano”. Kyle Denis, da Billboard, descreveu o disco de 16 faixas como uma jornada por hyperpop, R&B, dance, jazz, new age e bedroom pop.

“Pillow Fight” e “I’d Rather Be Alone” foram lançadas mundialmente em 10 de setembro pela Tinashe Music, Nice Life e Atlantic Records; Popstar chegou em 25 de setembro. Tinashe vai apresentar o álbum ao vivo em três shows nos Estados Unidos, anunciados como Three Nights With a Popstar: em Chicago, no Brooklyn Paramount, em 24 de outubro, e no Hollywood Palladium, em Los Angeles, em 7 de novembro. Nenhuma data fora dos Estados Unidos foi anunciada.

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