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Serena Williams voltou pelas duplas com Venus, não para vencer

Jack T. Taylor

Serena Williams não voltou para vencer. É isso que importa reter sobre a reunião em Ohio, porque tudo na forma como ela armou esse retorno deixa isso claro. Uma jogadora que passou a carreira inteira tratando a quadra de tênis como um território a ser conquistado escolheu, para sua volta, ficar do lado das duplas na rede — ao lado da irmã, em uma modalidade na qual o troféu nunca seria o motivo.

A forma mais fácil de contar a história é pela nostalgia e pelo quase: as irmãs juntas novamente em um grande palco, ficando por um triz. Mas esse enquadramento entende a mulher ao contrário. Serena não tem mais nada a provar e sabe disso. O que ela queria era a própria quadra, e a pessoa com quem compartilhou mais tempo nela do que com qualquer outra pessoa viva.

O resultado, quando veio, foi do tipo que antes a corroeria por semanas. Ela e Venus venceram o segundo set com folga, por 6-1, e depois saíram do fundo do poço no match tie-break decisivo para ficar a um ponto da vitória, em 9-8, com Serena definindo uma bola alta como costumava encerrar finais. Então Venus cometeu uma dupla falta, e acabou. Marta Kostyuk e Peyton Stearns ficaram com a vitória; as irmãs Williams, com a eliminação na primeira rodada em sua primeira partida juntas desde o US Open de 2022.

Leia o placar e você o classifica como decepção. Leia a escolha e o coloca em um lugar completamente diferente. Serena abriu mão da chave de simples em Cincinnati — torneio no qual ela poderia plausivelmente ter entrado, dada a sua trajetória — e se inscreveu apenas nas duplas. Seu retorno até aqui tem sido uma sequência de parcerias: no Queen’s Club, ao lado de Victoria Mboko; em Berlim, com Karolina Muchova; e agora naquela que realmente importa, a irmã com quem conquistou catorze títulos de duplas de Grand Slam e três ouros olímpicos. É uma carreira dedicada, deliberadamente, à companhia em vez da conquista.

Questionada sobre o que fazia de volta ali, Serena não apresentou uma tese de retorno. “Estou de volta a Cincinnati. Não me perguntem por quê ou como, mas eu amo este lugar”, disse. “Quando decidi jogar alguns torneios, pensei: ‘Sabe de uma coisa? O Cincinnati Open é um lugar que eu jamais deixaria de fora.’” Não é a fala de uma jogadora em busca de um recorde. É a fala de alguém que escolhe onde, e com quem, passar um número finito de partidas restantes.

E, ainda assim, a competidora não ficou em casa. Era possível vê-la no tie-break, na recusa em deixar uma causa perdida continuar perdida, na bola alta que ela ainda golpeia como uma decisão já tomada. A determinação que fez dela a jogadora mais temida de sua geração segue inteiramente intacta. O que mudou foi a missão para a qual ela a convoca. Em Ohio, ela a chamou não para erguer um título, mas para manter uma troca de bolas viva ao lado de Venus por mais alguns minutos.

O desfecho foi quase organizado demais. As irmãs sempre vieram em dupla — parceiras de duplas, parceiras de treino, os confrontos mais cruéis uma da outra nas primeiras rodadas — e a partida terminou no saque de Venus e na falha de Venus, as duas se virando para as cadeiras no mesmo movimento. Venus já havia sido eliminada na primeira rodada de simples, derrotada por Emiliana Arango. A saída compartilhada pareceu menos um fracasso do que uma frase concluída juntas.

Serena não diria se o US Open será o próximo torneio; ela raramente diz. Mas o ponto desta semana nunca foi o que viria depois. Era isto — a quadra, a irmã, mais alguns pontos — e, por essa conta, uma derrota por dois pontos fica, estranhamente, mais perto de uma vitória.

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