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Alexa Photo Frame e Echo Time custam US$ 199,99, mas sem Prime a parte esperta vira assinatura

Adrian Kessler
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Os dois novos tipos de dispositivo da Amazon foram feitos para parecer objetos que as pessoas já têm em casa: um porta-retratos para a estante e um despertador para a mesa de cabeceira. Nenhum dos dois aposta na tela ou no alto-falante como principal atrativo. Ambos se vendem pelo Alexa+, o assistente que escolhe quais fotos merecem ir para a parede e decide quando você está em um estágio leve o suficiente do sono para ser acordado.

A maior parte da cobertura do lançamento fez o resumo de praxe: o porta-retratos como resposta da Amazon ao Aura, o relógio como resposta ao Hatch, e os preços lado a lado com os novos Echo Show e Echo Dot. Mas as etiquetas de preço deixam de fora o sistema por trás dos aparelhos. Os recursos que fazem deles mais do que um porta-retratos e um relógio dependem de uma assinatura que os clientes Prime já pagam, mas os demais não, e de uma biblioteca de fotos que precisa ficar na Amazon.

Alexa Photo Frame: quanto custa e o que faz o trabalho

O Alexa Photo Frame custa US$ 199,99 na versão preta e US$ 229 em bétula ou nogueira de verdade. A tela sensível ao toque de 10 polegadas tem acabamento semibrilhante e antirreflexo, pensado para se parecer com uma foto impressa, e, em uma primeira avaliação prática, o Gizmodo teve dificuldade, à primeira vista, para distingui-lo das fotografias emolduradas ao lado. Um sensor de luz ajusta o brilho do dia para a noite.

A curadoria é o produto. A Amazon diz que o Alexa+ “escolhe de forma inteligente as melhores fotos para exibir com base em rostos, horário e sentimento”, dando preferência a imagens em que você está sorrindo e a iluminação está boa, acompanhando as estações do ano e deixando de fora “capturas de tela e recibos”. Você pode indicar quais pessoas quer destacar para que novas fotos delas apareçam automaticamente, pedir em voz alta fotos das crianças, anexar uma mensagem de voz gravada a uma imagem ou manter o dedo pressionado sobre uma foto para ocultá-la.

Tudo isso vem de um só lugar. O porta-retratos sincroniza com o Amazon Photos, que oferece armazenamento ilimitado em resolução total para assinantes Prime, e amigos e familiares podem enviar fotos diretamente para o aparelho. O anúncio da Amazon não menciona nenhum outro serviço de fotos. Para uma família que guarda em outro lugar as fotos dos últimos dez anos, o porta-retratos também é um convite para transferi-las.

A pegadinha do Alexa+, em números

As páginas da própria Amazon dizem que certos recursos exigem o Alexa+, incluído no Prime, mas não especificam quais. Sem o Prime, o Alexa+ custa US$ 20 por mês, como observou o Engadget. Todo Alexa Photo Frame vem com 90 dias de acesso ao serviço. Para uma família assinante do Prime, nada disso muda.

A situação é outra para o público que a própria Amazon mira: quem compra o porta-retratos de presente para que a vovó veja as fotos mais recentes dos netos sem que ninguém precise enviá-las. Se a conta associada ao aparelho não tiver Prime, a curadoria que justifica o preço vem com prazo de três meses; depois, manter o serviço pelo valor mensal custa mais por ano do que o próprio porta-retratos.

Echo Time elimina a câmera, mas mantém os sensores

O Echo Time custa US$ 199,99 nas cores Graphite, Glacier White e Coral Pink. Um suporte ajustável da mesma cor custa US$ 39,99, ou US$ 239,98 no pacote com o relógio. A versão Kids começa em US$ 209,99 e inclui um ano de Kids+, nas cores Galactic Grape e Cosmic Lime. O corpo esférico abriga uma tela redonda de 3,2 polegadas, centenas de mostradores — incluindo modelos de Harry Potter e Batman — e um visor que aumenta o brilho como o nascer do sol antes do alarme e o reduz à noite, com menos luz azul.

A Amazon faz questão de destacar que não há câmera, e isso é verdade até certo ponto. O despertador inteligente, que acorda você durante uma fase mais leve do sono em algum momento entre 10 e 60 minutos antes do horário programado, funciona com o que a Amazon chama de Omnisense: sensores de temperatura e detecção de presença aprendem sua rotina, enquanto o ultrassom detecta a respiração e a proximidade, sem necessidade de usar um dispositivo vestível. Não ter câmera não significa que o quarto deixe de ser monitorado. O monitoramento do sono é opcional e pode ser desativado no aplicativo Alexa ou pelo botão de silenciar o microfone. A ressalva do Gadget Review é pertinente: trata-se de uma comodidade voltada ao bem-estar, não de uma medição do sono com padrão médico.

O restante da linha e as mudanças nos preços

O Echo Dot redesenhado custa US$ 99,99 e agora vem com um hub para casa inteligente, um extensor de Wi-Fi eero que, segundo a Amazon, cobre até 1.000 pés quadrados, e o chip AZ3 da empresa. O TechBooky observa que, segundo relatos, o Dot anterior custava US$ 79,99 em setembro e tinha hardware diferente. O Echo Studio com Home Camera custa US$ 249,99, enquanto a versão sem câmera continua por US$ 219,99. O Echo Show 16 está em pré-venda por US$ 499,99, ou US$ 569,99 com a tela antirreflexo Nanomatte, e tem desconto de US$ 100 na pré-venda; a Amazon diz que o envio começa ainda este ano, e o Android Authority situa a chegada na segunda metade de dezembro.

A Amazon informa que o porta-retratos e o Echo Time já estão disponíveis, embora o Android Authority tenha relatado que as primeiras estimativas de entrega do porta-retratos apontavam para a semana seguinte. Todos os preços nos anúncios da Amazon estão em dólares americanos, e o TechBooky observa que os preços locais e as datas de lançamento podem variar em outros mercados.

A Amazon colocou na estante um porta-retratos de US$ 199,99 e, ao lado da cama, um relógio pelo mesmo preço. Sem o Prime, o curador de fotos do porta-retratos funciona de graça por 90 dias; depois disso, vira uma assinatura.

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