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Slumber Realm, roguelike de dados de um veterano de Monster Train, aposta tudo em uma rolagem

A Chugga Games, estúdio de Brian Cronin, encadeia cada Carta a um único dado e leva a tia da cantina para os seus sonhos
Cassian Vale
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A maioria dos jogos de construção de baralho pede uma dúzia de pequenas decisões a cada turno. Slumber Realm, o novo roguelike da Chugga Games, o estúdio independente de Brian Cronin, pede que você tome todas elas antes e depois role um único dado. Cronin, que tem Monster Train e Inkbound no currículo, conhece por dentro as engrenagens do gênero, e a estreia do seu estúdio reduz o deckbuilder a um único momento de suspense: a rolagem.

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A estrutura é de uma simplicidade desconcertante. Você coloca uma Carta na mochila, rola o dado e cada Carta cujo intervalo numérico cobre o resultado é ativada, uma depois da outra. Isso é um turno inteiro. A arte está em organizar a mochila para que um número de sorte dispare uma reação em cadeia, um Rusty Nail aqui, um Sock Full of Nickels ali, até que a build pareça menos uma mão de cartas e mais uma máquina que você dá corda e solta.

O cenário é a outra metade da ideia. Seus medos de infância seguem você até o sono, e o dia de escola vem junto: a tia da cantina servindo um repeteco que ninguém pediu, a lição de Geologia ainda pendente, um treinador lobisomem que manda você correr voltas até uivar, um despertador furioso porque você ainda está na cama. Entre uma noite e outra você volta para o seu quarto e gasta a mesada em relíquias dos anos 90, como luminárias de lava, aparelhos de som portáteis e poltronas infláveis. Toda manhã essa decoração rende Cool Points para gastar no mural de cortiça e desbloquear novas Cartas, Memórias, Lanches, Aspectos e Knightmares. É a nostalgia do bug do milênio transformada em sistema de progressão.

The player’s 1990s bedroom hub in Slumber Realm, with a boombox, lava lamp, CRT monitor, inflatable chair and skateboard
Image: Chugga Games

A variedade de builds vem dos Aspectos, o nome que o jogo dá às classes. Você escolhe quaisquer dois e pega cartas dos dois repertórios: Tactical com Sk8er acumula Vulnerabilidade no inimigo e depois usa Truques para reativar Cartas, enquanto Gamer com Tinker puxa as probabilidades a seu favor com dados extras e melhorias. A versão de lançamento traz mais de 150 Cartas, mais de 40 Memórias e mais de 35 Lanches, em partidas pensadas para durar cerca de 30 minutos. O estúdio mira os fãs de Dicey Dungeons, Slay the Spire e Monster Train, e convida o jogador a encontrar combos absurdos que quebram o jogo.

O lançamento é só o primeiro compasso. Toda quarta-feira nas próximas quatro semanas chega uma miniexpansão gratuita, adicionada automaticamente para todos que têm o jogo, cada uma como uma mixtape temática de novas Cartas e outras surpresas. A primeira, Midnight Mix, com tema noturno, chega em 11 de novembro; as outras três serão reveladas semana a semana.

Slumber Realm roadmap of four free mixtape mini-expansions, starting with Midnight Mix on November 11
Image: Chugga Games

Slumber Realm vem conquistando público há algum tempo. Foi exibido na GDC 2026 e no Tiny Teams 2025, e a The Escapist o listou entre os jogos de dados para ficar de olho neste ano, chamando-o de “uma das melhores demos de roguelite disponíveis atualmente na Steam”. O currículo de Cronin inclui ainda Natural Selection 2, o híbrido de tiro e estratégia da Unknown Worlds.

Slumber Realm foi lançado na Steam para PC em 4 de novembro por US$ 11,99, com 10% de desconto nos primeiros dez dias. A demo continua disponível para quem quiser tirar um cochilo antes da noite inteira. Se um único dado consegue sustentar um roguelike inteiro é a pergunta que essas quatro quartas-feiras vão começar a responder.

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