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Teenage Engineering vai parar de fabricar sintetizadores, até o OP-1

Adrian Kessler
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A Teenage Engineering, empresa sueca cujo OP-1 transformou um pequeno sintetizador em um objeto de design pelo qual as pessoas fazem fila, planeja parar de fabricar sintetizadores de vez. O fundador e CEO Jesper Kouthoofd disse à Highsnobiety que o OP-1 não será exceção, embora tenha sido o instrumento que tornou a empresa conhecida. Se você tem um dos aparelhos da marca ou estava juntando dinheiro para comprar um, alguns dos sintetizadores portáteis mais cobiçados do mercado agora têm uma data de validade que ninguém informou.

Kouthoofd apresenta a decisão como uma questão de identidade, não de vendas. “Cheguei à conclusão de que, para nós, os produtos não são o negócio”, disse à revista. “Podemos ser muito mais do que isso.” Algumas linhas depois, foi além: “Não deveríamos lucrar com os produtos. O verdadeiro valor está na empresa como um todo.”

O plano, segundo o site especializado em equipamentos musicais Gearnews, abrange todo o catálogo que conquistou o público da Teenage Engineering: o OP-1, o OP-XY e a série Pocket Operator. Esses aparelhos ocupam faixas de preço bem diferentes. O OP-XY custa cerca de US$ 2.300, valor que a MusicTech descreveu como notoriamente alto e que o coloca na mesma faixa de um laptop de ponta. Já os Pocket Operators são caixinhas do tamanho de uma calculadora que fizeram da marca uma compra por impulso para produtores que trabalham em casa. Como a maior parte do que a empresa vende é composta por equipamentos de música e áudio, observou a Engadget, abandonar os sintetizadores pode significar deixar de ser uma fabricante de produtos em qualquer sentido convencional.

A empresa já tem uma segunda vida como estúdio de design. Ela criou o portátil Playdate, da Panic, e o dispositivo de inteligência artificial Rabbit R1, além de ter trabalhado com a Nothing e a IKEA. Kouthoofd contou à Highsnobiety sobre um gabinete de PC de plástico vendido desmontado que queria comercializar por US$ 10, mas que depois decidiu distribuir de graça. Segundo a entrevista, o estúdio emprega cerca de 100 pessoas e fatura aproximadamente US$ 46 milhões por ano. “Parte disso só será lançada daqui a cinco ou dez anos”, disse ele sobre um novo projeto que, acredita, vai mudar a vida na internet.

O que a entrevista não apresenta é um cronograma. Não há data para o fim da produção, lista dos aparelhos que deixarão de ser fabricados primeiro nem informações sobre atualizações de firmware, peças de reposição ou consertos para os equipamentos que já estão nos estúdios das pessoas. A Teenage Engineering compartilhou a matéria da Highsnobiety em seu Instagram oficial, mas não divulgou um comunicado separado. A Gearnews também observou que o hábito da empresa de acrescentar recursos a aparelhos antigos por meio de atualizações tem sido um de seus maiores argumentos de venda. A pergunta que os donos já faziam no Reddit é se esse suporte vai continuar em uma empresa que não quer mais lucrar com equipamentos.

Kouthoofd tem uma visão clara de quem compra seus instrumentos — e não são estúdios profissionais. “Noventa e nove por cento das pessoas que compram sintetizadores não os usam como uma ferramenta produtiva para fazer música”, disse. “É terapia. É entretenimento. É um hobby. É isso que o OP-1 é.” Esse público de entusiastas é justamente o que tem menos informações sobre o que vem pela frente.

Até agora, há poucas informações sobre o cronograma. Kouthoofd diz que contou à equipe que planejava parar de fabricar sintetizadores durante uma reestruturação, no outono de 2025. A Teenage Engineering foi fundada em Estocolmo em 2005 e lançou o OP-1 em 2011; a Highsnobiety publicou a entrevista em 7 de outubro de 2026. A empresa não informou quando será enviado o último sintetizador.

Até lá, o OP-1 field e o OP-XY continuam anunciados em lojas de instrumentos musicais, vendidos por uma empresa cujo fundador acabou de dizer aos compradores que os produtos nunca foram o ponto principal.

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