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Gal Gadot não voltará como Mulher-Maravilha e critica como a DC tratou Cavill e Jenkins

No podcast Happy Sad Confused, a atriz diz que a DC Studios nunca lhe deu um não, mas as saídas deselegantes de Henry Cavill e Patty Jenkins já diziam tudo.
Camille Lefèvre

Quando um estúdio se separa de seu herói principal, a entrevista de despedida geralmente chega envolta em gratidão e diplomacia. Gal Gadot ofereceu a gratidão — ela ainda chama a Mulher-Maravilha de um papel que teve a sorte de carregar, descrevendo-se como “um canal”, e não como uma dona — mas também fez algo que os principais atores da DC raramente fazem publicamente: ela nomeou o padrão. Sua decisão de não retornar como Diana Prince, sugeriu, foi menos uma preferência pessoal do que uma leitura de como o atual DC Studios trata as pessoas que construíram seu universo.

Falando no podcast Happy Sad Confused, de Josh Horowitz, Gadot disse que a empresa nunca fechou a porta para ela. “Eles falaram: ‘Vamos desenvolver isso com você, o terceiro’, lá lá lá”, recordou, referindo-se a um terceiro filme da Mulher-Maravilha. O que mudou sua mente não foi uma rejeição, mas tudo o que estava acontecendo ao seu redor. “Vi como todo mundo estava sendo tratado”, disse ela.

Os dois nomes que ela mencionou foram Henry Cavill e Patty Jenkins. “A situação do Henry não estava sendo tratada com elegância, para dizer o mínimo”, disse Gadot. “O mesmo com a Patty — não foi tratada com elegância.” O Superman de Cavill foi reinstaurado publicamente quando James Gunn e Peter Safran assumiram o comando, apenas para Gunn dizer a ele logo depois que não continuaria, já que o estúdio estava migrando para um Superman mais jovem. Jenkins, que dirigiu ambos os filmes da Mulher-Maravilha e vinha desenvolvendo um terceiro com Gadot, foi gradualmente afastada enquanto o Universo DC era reiniciado do zero.

Esse reboot é o subtexto de tudo o que Gadot descreve. Gunn e Safran herdaram uma franquia montada por Zack Snyder e optaram por manter a continuidade enquanto se desfaziam de quase todos os seus rostos — uma estratégia de folha limpa que parece ousada em um slide de apresentação e brutal de um camarim. O relato de Gadot reformula sua despedida como um veredito: os atores que ancoraram a antiga DC não foram discutidos para sair, mas sim processados para fora.

Gadot vestiu a tiara pela primeira vez em Batman vs Superman: A Origem da Justiça, em 2016, estrelou Mulher-Maravilha em 2017, reprisou o papel em Liga da Justiça naquele mesmo ano e em Mulher-Maravilha 1984, em 2020, tornando-se a rara constante da DC durante uma década de mudanças de regime. Seu tiro de despedida chega na mesma temporada em que o universo reconstruído de Gunn tenta convencer o público de que seus novos rostos merecem a mesma lealdade — uma aposta facilitada quando a velha guarda é graciosa demais para bater a porta, e dificultada quando um deles explica calmamente por que está saindo.

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