Música

aespa e o mundo fictício que virou a maior conquista real do K-pop

Penelope H. Fritz
aespa
aespa
aespa. Photo: plumflower snow / CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons
Nascimento17 de novembro de 2020
Seoul, South Korea
OcupaçãoCantora, musicista
PrêmiosMAMA Canu00e7u00e3o do Ano u00b7 Melon Music Awards u00b7 Billboard Women in Music Grupo do Ano u00b7 Pru00eamios da Mu00fasica Coreana Canu00e7u00e3o do Ano u00b7 MAMA Melhor Grupo Feminino

aespa estreou em novembro de 2020 com “Black Mamba” e um conceito que a indústria demorou para processar: quatro artistas com quatro avatares digitais que vivem em uma dimensão paralela chamada Kwangya, combatendo um vilão chamado Black Mamba. O videoclipe de estreia acumulou 21,4 milhões de visualizações nas primeiras 24 horas — recorde para um debut de grupo K-pop. O universo fictício já tinha público antes de qualquer um conseguir explicá-lo direito.

O quarteto é formado por Karina, líder coreana e centro visual do grupo; Giselle, de origem japonesa e coreana, que fala três idiomas; Winter, vocal e bailarina de precisão técnica notável; e Ningning, vocal principal nascida na China. SM Entertainment passou mais de um ano apresentando cada membro individualmente nas redes sociais antes da estreia. A antecipação foi estratégica — e funcionou.

“Next Level” confirmou que o conceito ultrapassava o fandom original. A regravação de uma música preexistente virou fenômeno viral global: a coreografia foi replicada em milhões de vídeos no mundo todo, levando aespa a públicos que nunca tinham ouvido K-pop. Uma proposta construída em torno de avatares digitais gerou um dos momentos físicos mais compartilhados do pop recente. Essa contradição diz muito sobre o que aespa faz de diferente.

Os EPs Savage e Girls consolidaram a posição comercial do grupo. Savage estreou na 20ª posição da Billboard 200 — o melhor debut para um EP de grupo feminino K-pop até aquele momento. Girls superou o recorde: com mais de um milhão de cópias vendidas na primeira semana, tornou-se o álbum mais vendido da história dos grupos femininos do gênero. Rolling Stone elogiou as “batidas sintetizadas intensas, vozes poderosas e uma produção visual que não dá um segundo de respiro”.

Em 2024, aespa chegou a um patamar diferente. “Supernova” ficou quinze semanas consecutivas no número um do Melon — a sequência mais longa desde a fundação da plataforma em 2004. No Melon Music Awards de novembro, o grupo varreu os três grandes prêmios ao mesmo tempo: Álbum, Canção e Artista do Ano, se tornando o primeiro grupo feminino na história da premiação a conseguir isso. O EP Whiplash entrou no top 10 do Billboard Global 200.

Junto com o sucesso veio a controvérsia. O debate sobre lip-sync nas performances televisivas de aespa se arrasta há anos sem resolução. Erros de coreografia documentados em vídeo, acusações de performances inconsistentes em transmissões ao vivo — tudo isso coexiste com os recordes e os prêmios. O grupo respondeu de forma irregular a essas críticas, e o assunto continua em aberto.

Em 2026, aespa lançou LEMONADE, o segundo álbum de estúdio, com colaborações com G-Dragon, Ty Dolla $ign e Becky G. O single principal, “WDA (Whole Different Animal)”, as coloca em um registro mais duro e confrontador do que qualquer trabalho anterior. A turnê mundial SYNK : COMPLæXITY começa em Seul em agosto de 2026 e passa pela Ásia, América do Norte, América Latina, Reino Unido e Europa até fevereiro de 2027.

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