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Natalie Portman, a atriz que ganhou o Oscar e recomeçou do zero

Penelope H. Fritz
Natalie Portman
Natalie Portman
Photo via The Movie Database (TMDB)
Nascimento9 de junho de 1981
Jerusalem, Israel
OcupaçãoAtriz, diretora, produtora
Conhecido porVingadores: Ultimato, O Profissional, V de Vingança
PrêmiosOscar · 2 Globo de Ouro · SAG · BAFTA

O nome Portman é o sobrenome de solteira de sua avó materna. A menina nascida como Neta-Lee Hershlag em Jerusalém o adotou aos doze anos, antes de seu primeiro filme, porque já entendia que a pessoa que atua e a pessoa que vive não deveriam ser a mesma. Esse ato de precisão — não proteção no sentido defensivo, mas o traçar deliberado de uma linha — acabou anunciando tudo o que viria depois.

Léon — O Profissional exigiu que ela interpretasse uma menina cuja família é massacrada e que encontra refúgio com um assassino profissional. Ela tinha doze anos, e a indústria a elogiou sem parar para perceber o que estava pedindo. Seis anos depois entrou na Harvard para estudar psicologia. O Globo de Ouro de melhor atriz coadjuvante veio em 2005 para Closer. Era o sinal real.

Os anos de Padmé — três prequels de Star Wars filmados durante sua carreira universitária — são o capítulo que seus detratores usam para argumentar que ela é decorativa quando não é pressionada. O que ignoram é que ela estava se pressionando ao mesmo tempo: escolhendo Closer de Mike Nichols em vez de propostas de estúdios.

O capítulo crítico que todo perfil de Portman precisa enfrentar é este: ela é cronicamente subestimada nos gêneros levados a sério e superestimada nos que não são. A versão consagrada — Harvard, Oscar, beleza — achata o trabalho. Pula V de Vingança, onde raspou a cabeça para interpretar uma revolucionária que morre por uma causa. Ignora Aniquilação, de Alex Garland, onde ela foi uma das poucas atrizes dispostas a seguir o material até seu próprio desconforto.

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Cisne Negro ganhou o Oscar, com razão. Um ano de treino de balé, a pressão de Darren Aronofsky e algo na atuação que parece não estar completamente sob controle. O que ela fez depois foi revelador: dirigiu Uma História de Amor e Trevas, em hebraico, adaptando as memórias de Amos Oz sobre a fundação de Israel. Estreou em Cannes em 2015 e continua sendo seu filme mais pessoal.

Em Jackie interpretou uma mulher gerenciando a encenação do luto. May December, de Todd Haynes, em 2023, levou isso mais longe. Seu debut televisivo foi com Lady in the Lake da Apple TV+. Depois vieram Fountain of Youth (A Fonte da Juventude), de Guy Ritchie, e The Gallerist, estreado no Sundance em janeiro de 2026. Photograph 51, em que interpreta a cientista Rosalind Franklin, está em pós-produção.

Ela mora em Paris. O casamento com o coreógrafo Benjamin Millepied terminou em 2024. Seu terceiro filho, com o parceiro Tanguy Destable, foi anunciado em abril de 2026. Trinta anos de carreira e a pergunta que importa não é que tipo de atriz ela é. É por que a resposta ainda nos surpreende.

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