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Ralph Fiennes, o ator que Hollywood indicou três vezes e nunca soube como premiar

Penelope H. Fritz
Ralph Fiennes
Ralph Fiennes
Photo via The Movie Database (TMDB)
Nascimento22 de dezembro de 1962
Ipswich, England
OcupaçãoAtor e diretor de cinema
Conhecido porA Lista de Schindler, Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2, Harry Potter e o Cálice de Fogo
PrêmiosBAFTA · Tony · 3 Oscar

Entre a crueldade calculada de Amon Göth e a autoridade em crise do cardeal Lawrence em Conclave, existe o Ralph Fiennes real — um ator que Hollywood admirou sem reservas, nunca premiou e nunca conseguiu encaixar direito no molde que a indústria cria para seus atores de prestígio britânicos. Três indicações ao Oscar em trinta anos, nenhum prêmio, e uma carreira que se recusa a se comportar como se precisasse dessa validação.

O que torna Fiennes singular é que sua imagem mais reconhecida não é a que ele escolheu de forma deliberada. Formou-se na Royal Academy of Dramatic Art, passou anos na Royal Shakespeare Company e no National Theatre percorrendo o cânone completo de Shakespeare antes que o cinema tivesse qualquer reivindicação séria sobre ele.

Ralph Nathaniel Twisleton-Wykeham-Fiennes nasceu em 22 de dezembro de 1962 em Ipswich, Suffolk, o mais velho de seis filhos de uma família de artistas. O pai era fazendeiro e fotógrafo; a mãe, Jennifer Lash, escritora. Estudou pintura antes de mudar para a RADA, onde se formou em 1985. Seus primeiros anos profissionais foram quase exclusivamente no teatro. Ganhou um Tony Award pelo Hamlet na Broadway em 1995.

O cinema o descobriu em etapas. Spielberg o escalou para Amon Göth em A Lista de Schindler — o comandante de Auschwitz-Birkenau cuja combinação de eficiência burocrática e sadismo pessoal tornava o personagem algo mais perturbador do que um simples monstro. Fiennes ganhou o BAFTA de melhor ator coadjuvante e recebeu sua primeira indicação ao Oscar. Três anos depois, O paciente inglês. Segunda indicação. Dois filmes, duas indicações, nenhum prêmio.

Os anos seguintes recusaram o arco óbvio. O jardineiro fiel em 2005 lhe deu Justin Quayle. No mesmo ano tornou-se Lord Voldemort por seis anos. In Bruges em 2008 mudou a conversa: como Harry, um gângster londrino com código moral tão egocêntrico que se torna engraçado, interpretado com total seriedade por Fiennes.

Ralph Fiennes
Ralph Fiennes. Photo via The Movie Database (TMDB)

Começou a dirigir. Coriolanus em 2011, A Mulher Invisível em 2013, The White Crow em 2018 — a deserção soviética de Nureyev — constituem uma voz de diretor sistematicamente obscurecida. Entre esses projetos, foi M na trilogia Bond a partir de Skyfall, esteve em O Grande Hotel Budapeste e em The Menu em 2022.

Conclave de Edward Berger rendeu-lhe sua terceira indicação ao Oscar em 2025, aos sessenta e um anos. Perdeu para Adrien Brody.

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Desde então, Fiennes dirigiu sua estreia como diretor de ópera — Eugênio Oneguim na Opéra de Paris em janeiro de 2026. Está atualmente no West End com Grace Pervades de David Hare. Por vir: The Hunger Games: Sunrise on the Reaping, Embers com Viggo Mortensen e uma adaptação de Arte de Yasmina Reza. O Oscar terá, provavelmente, outra chance.

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