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Como assistir UFC 330 ao vivo: Makhachev x Machado Garry no Paramount+, sem pay-per-view

Jack T. Taylor

Islam Makhachev subiu de divisão para mostrar até onde a técnica pura pode levar um lutador, e Ian Machado Garry é o obstáculo invicto feito para colocá-la à prova. Esse é o grande atrativo. Mas, para os milhões que de fato vão tentar assistir a dois campeões defendendo cinturões no mesmo card, a mudança mais relevante acontece antes da primeira caminhada até o octógono — em uma tela de pagamento que não existe mais.

Pela primeira vez na era moderna da organização, um card numerado do UFC não é pay-per-view. Não há cobrança separada somada à assinatura, nem mais um aplicativo para assinar enquanto as preliminares já estão rolando. A luta principal é transmitida dentro de um serviço pelo qual milhões já pagam e, para todos os demais, a entrada custa menos que um jantar por delivery — não o preço de uma noite fora.

A casa é o Paramount+. Todas as lutas do card — preliminares iniciais, preliminares e o card principal centrado em Makhachev x Machado Garry — estão na mesma plataforma, incluídas na assinatura em vez de vendidas como um adicional. O Paramount+ oferece dois planos: um com anúncios, por US$ 8,99 ao mês ou US$ 89,99 ao ano, e outro sem anúncios, por US$ 13,99 ao mês. Ambos liberam o evento completo. Esse é o custo total. Como deixam claro tanto a CBS Sports quanto o próprio Paramount+, não há mais nenhuma taxa de pay-per-view para procurar.

É por isso que a palavra vendida a você durante toda a semana merece um olhar mais atento. “Grátis” carrega um peso enorme nas manchetes que direcionam os fãs para esta luta. O UFC 330 não é grátis. A verdade é mais específica e, francamente, melhor: a taxa de pay-per-view de cerca de oitenta dólares que antes vinha por cima de um login no ESPN+ simplesmente desapareceu. Um teste promocional pode permitir que algumas contas novas entrem sem pagar de imediato, mas a realidade duradoura é uma conta de streaming, não um presente — e qualquer site que prometa o card em si por nada, sem login e sem custo, está oferecendo malware ou uma transmissão travada, não Makhachev x Machado Garry.

Este é o primeiro resultado do acordo de sete anos e US$ 7,7 bilhões que transferiu o UFC da ESPN para a Paramount, um negócio estruturado para encerrar o modelo de pay-per-view no qual o esporte se apoiava desde 1993. “O que ainda está no pay-per-view?”, perguntou o presidente da TKO, Mark Shapiro, quando o acordo foi fechado, chamando o modelo de ultrapassado. Esta noite, a abstração se torna concreta: o mesmo nível de luta por cinturão que antes custava oitenta dólares além de uma assinatura agora não custa nada a mais.

O card acontece na Xfinity Mobile Arena, na Filadélfia. As preliminares iniciais abrem a noite às 17h, horário do Leste dos EUA, as preliminares vêm em seguida às 19h, e o card principal — Makhachev x Machado Garry, além de Mackenzie Dern defendendo seu título dos pesos-palha contra Gillian Robertson — começa às 21h, horário do Leste, 18h no horário do Pacífico. Jalin Turner, Edson Barboza e um card preliminar profundo preenchem as horas entre uma coisa e outra. Tudo com um único login.

O efeito indireto é discreto, mas real. O fã casual que antes pulava cards numerados porque oitenta dólares era uma aposta alta demais em uma única luta principal não precisa mais fazer as contas. Esta noite, a única coisa entre você e duas lutas por cinturão é lembrar sua senha.

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