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Final Fantasy Resonance transforma Cloud em uma escolha de combate, não em um cameo

Adrian Kessler

O Final Fantasy Resonance da Square Enix não apenas empresta de trinta anos de história da franquia — ele transforma essa história em uma mecânica. O sistema Visions, um dos pilares centrais de design do jogo, permite que os jogadores equipem essências cristalizadas de personagens lendários — Cloud Strife, Terra Branford, Y’shtola, Guerreiro da Luz — e lutem ao lado deles por até três turnos de cada vez. Isso não é fan service. É um incentivo de combate ligado a como você monta seu grupo e quais inimigos escolhe atordoar primeiro.

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Co-desenvolvido pela Lancarse — o estúdio responsável pela série Etrian Odyssey — e publicado pela Square Enix, Final Fantasy Resonance chega em 22 de outubro de 2026 no PlayStation 5, Xbox Series X|S, Nintendo Switch, Nintendo Switch 2 e PC via Steam. Dirigido por Hiroto Furuya e produzido por Kei Hirono e Keisuke Nakashima, o game adapta o arco narrativo “Lapis” do título mobile de 2015 Final Fantasy Brave Exvius. É também o primeiro jogo principal da série Final Fantasy a usar o motor visual HD-2D — o estilo de pixel art com cinemáticas 3D da Square Enix, visto anteriormente em Octopath Traveler, Triangle Strategy e Live A Live — aplicado à franquia em escala total.

A história acompanha Rain, comandante do esquadrão de aeronaves do Reino de Grandshelt, enviado para investigar uma barreira em falha no Santuário da Terra. Ele chega tarde demais: o Cristal da Terra foi destruído por Veritas of the Dark, um guerreiro mascarado com motivos obscuros. Rain e seu tenente Lasswell escapam, resgatam o rei de Grandshelt e partem para proteger os cristais que restam. Junta-se a eles Fina, uma jovem sem memória do passado e com domínio natural da magia branca — uma personagem cuja origem se torna central para o arco principal do game.

O combate usa um sistema de linha do tempo baseado em turnos que exibe a ordem de ações completa na tela, permitindo que os jogadores planejem vários turnos adiante. Mirar nas fraquezas dos inimigos preenche um medidor de atordoamento; um inimigo completamente atordoado tem sua defesa reduzida e abre a janela para Resonances — as técnicas mais poderosas ligadas a Visions específicas. Espers podem ser invocados para lutar de forma independente por três turnos. A personalização de habilidades segue uma estrutura simplificada de sistema de classes, com bônus de sinergia que recompensam a construção de habilidades compatíveis entre os membros do grupo. Aeronaves cuidam da travessia do mundo entre locais da história.

O sistema Visions dá ao loop de combate seu caráter distinto. Equipar uma Vision não é apenas um modificador passivo de atributos — ela desbloqueia um conjunto de habilidades ativas particulares àquele personagem e contribui para o medidor de Resonance. Cloud oferece golpes físicos aprimorados e combos de relâmpago; Terra concede acesso a sequências de fogo em cadeia e sinergias de cura. O diretor Hiroto Furuya descreveu o objetivo como fazer com que personagens legados importem de uma forma que o jogador sinta durante as lutas, não apenas no reconhecimento. Se uma Vision específica aparece na formação se torna uma decisão de planejamento de batalha, não uma preferência de exibição.

Uma demo gratuita lançada em 3 de setembro de 2026 cobre o primeiro capítulo completo do game — a sequência do Santuário da Terra, a primeira masmorra principal e desbloqueios iniciais de Vision. Os dados salvos são transferidos para o lançamento completo, e completar a demo desbloqueia um item bônus. O escopo da demo é notável: um capítulo completo, em vez de uma fatia vertical curada, dá uma noção representativa de como o game ritma seus sistemas.

Final Fantasy Resonance é lançado mundialmente em 22 de outubro de 2026. A Digital Deluxe Edition tem preço de $59.99; uma Collector’s Edition — vendida exclusivamente pela Square Enix Store — custa $209.99. Clientes que fizerem pré-compra recebem o pacote bônus Magitek Airship & Squire Starter Pack.

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