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Jalen Hurts sofre 16 blitzes dos Rams e a velha fraqueza do quarterback dos Eagles volta à tona

Jack T. Taylor
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Todo coordenador defensivo que já montou um plano de jogo para Jalen Hurts fez, em algum momento, a mesma pergunta: o que acontece quando você manda mais jogadores para pressionar do que ele consegue identificar? Por algumas temporadas, Hurts parecia ter encerrado a questão de vez. Contra os Rams, a pergunta voltou com mais força do que ele ouvia havia anos — e, desta vez, a resposta escapou.

Em Filadélfia, a repercussão depois do jogo foi para outros assuntos, e com razão. Uma vantagem desperdiçada no quarto período, uma tentativa de quarta descida para o touchdown que o treinador principal assumiu como responsabilidade própria, uma linha ofensiva desfalcada até o osso. No meio disso tudo, há uma história sobre o quarterback que os Eagles não podem atribuir ao azar, porque a mesma pressão já tinha vindo de Chicago uma semana antes, e agora todas as defesas que ainda estão no calendário têm as imagens para estudar.

Os números por trás da pressão

Ben Solak, da ESPN, contabilizou 16 blitzes contra Hurts na derrota por 24 a 20, o maior número que ele enfrentou desde a temporada de 2024. Os Rams mandaram jogadores extras para pressioná-lo em metade dos recuos para passe, a maior proporção em qualquer jogo comandado pelo coordenador defensivo Chris Shula. Hurts sofreu pressão em nove dessas 16 jogadas, completou 4 de 14 passes para um first down e terminou com -9,3 pontos esperados adicionados em recuos para passe contra blitz — de longe, o pior desempenho desse tipo em sua carreira.

A contagem exata depende de quem fez o levantamento. O Next Gen Stats, citado pelo Pro Football Network, registrou 18 recuos para passe com jogadores extras na pressão e uma linha de 5 passes completos em 16 tentativas; já o NBC Sports Philadelphia calculou a taxa de blitz em 60,6%. Seja qual for a versão, o resultado é o mesmo: o plano de blitz mais intenso dos três anos de Shula à frente da defesa de Los Angeles.

Na terceira descida, a coisa desandou

Os Rams usaram blitz em 11 das 12 jogadas de terceira descida da Filadélfia — a única exceção foi uma terceira descida para 17 jardas — e transformaram essas jogadas em seis pressões e um sack. Os Eagles não converteram nenhuma. O NBC Sports Philadelphia encontrou apenas outros dois jogos na história da franquia sem uma conversão sequer em terceira descida, ambos com menos tentativas: nove e oito. Cinco das tentativas frustradas aconteceram com quatro jardas ou menos pela frente. Contando o fim da derrota em Chicago, a Filadélfia já acumula 17 terceiras descidas consecutivas sem conversão.

Hurts completou 12 de 27 passes para 93 jardas e dois touchdowns, ambos para Darius Cooper, e foi derrubado quatro vezes, duas delas por Byron Young na última campanha. Descontados os sacks, o ataque conseguiu apenas 68 jardas aéreas em 31 recuos para passe. Os Eagles começaram o quarto período vencendo por 20 a 10 e não pontuaram em suas seis últimas campanhas, enquanto Kyren Williams correu para dois touchdowns por Los Angeles.

Por que pode ter sido um ponto fora da curva — e por que essa explicação é frágil

Há motivos concretos para defender Hurts. Ele jogou sem DeVonta Smith e Dallas Goedert, perdeu Saquon Barkley por uma lesão na coxa depois de apenas quatro jogadas e viu o right tackle Lane Johnson ser cortado da escalação de última hora por uma questão pessoal, segundo Nick Sirianni. Os Rams mantiveram um running back ajudando na proteção e foram para cima do calouro Markel Bell, que fazia a primeira partida da carreira como titular na posição de right tackle. O PhillyVoice destacou o center Cam Jurgens pela pressão que cedeu nas jogadas de passe.

O próprio Solak admite que é fácil interpretar o jogo como um ponto fora da curva. Ele também observa que a blitz era a estratégia usada contra Hurts quando ele ainda era um passador mais jovem, que teve papel importante nos planos de jogo por trás das derrotas da Filadélfia nos playoffs, que os Bears usaram blitz em 43,3% dos recuos para passe dele na semana anterior e que Shula já apostou nessa estratégia contra ele na temporada passada. Dois adversários seguidos parecem menos uma coincidência do que um relatório de observação.

Parte da resposta está com o quarterback. A análise das imagens feita pelo The Philadelphia Inquirer conclui que as defesas estão mandando mais jogadores do que os Eagles conseguem bloquear “e as chamadas antes do snap não estão ajudando a definir as proteções”, enquanto o ex-quarterback dos Eagles Nick Foles disse que Hurts precisa dar o próximo passo em suas progressões de leitura. Ajustar a proteção e encontrar a resposta rápida antes que o defensor extra chegue faz parte do ofício de um quarterback — e isso importa ainda mais enquanto Sean Mannion, coordenador ofensivo estreante de 34 anos, ainda tenta definir o que esse ataque quer ser.

O que Hurts disse — e o que vem pela frente

Hurts não tentou justificar o resultado com o relatório de lesões. “Execução ruim. Acho que não há outra forma de dizer”, afirmou, segundo o Pro Football Network. Questionado se o problema era o sistema, respondeu: “Eu diria que é uma questão de execução.” Sirianni assumiu a responsabilidade pela tentativa de quarta descida para o touchdown a partir da linha de duas jardas, com 7min31s no relógio: “Não conseguimos, então a culpa é minha.”

Agora com campanha de 2-2, os Eagles enfrentam o Jacksonville Jaguars, que está com 3-1, em Londres, no domingo, 11 de outubro. A expectativa é que Smith fique fora por mais tempo, e a lesão na coxa de Barkley ainda estava sendo avaliada no início da semana.

A comissão técnica de Jacksonville terá acesso às mesmas imagens que os Rams acabaram de produzir. A primeira terceira descida em Londres vai mostrar se Hurts encontrou uma nova resposta para a velha pergunta — ou se todas as defesas seguintes vão começar a fazê-la do mesmo jeito.

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