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Al Pacino, oito indicações ao Oscar e o prêmio que veio pelo papel errado

Penelope H. Fritz
Al Pacino
Al Pacino
Photo via The Movie Database (TMDB)
Nascimento25 de abril de 1940
East Harlem, Manhattan, New York, United States
OcupaçãoAtor
Conhecido porO Poderoso Chefão, O Poderoso Chefão: Parte II, Scarface – A Força do Poder
PrêmiosOscar · 2 Tony · 2 Emmy · Globo de Ouro · AFI · Kennedy Center Honors (2016) · Sam Wanamaker Award (2026)

A relação de Al Pacino com o Oscar carrega uma ironia que os cinéfilos ainda debatem. Oito indicações ao longo de duas décadas — pelo O Poderoso Chefão, Serpico, Um Dia de Cão — e a estatueta chegou para Perfume de Mulher, sua interpretação mais teatral, a do tango e do famoso «Hoo-ah!». As atuações que a crítica considera essenciais para o cinema americano ficaram sem prêmio. Esse padrão diz algo sobre o que Hollywood mede e o que deixa passar.

Ele nasceu Alfredo James Pacino no East Harlem, em Manhattan, filho único de imigrantes sicilianos cujo casamento terminou quando ele tinha dois anos. A mãe os levou para o apartamento dos avós no South Bronx, onde o futuro ator passava horas recriando personagens de filmes na cozinha da família. A escola não conseguia retê-lo; o HB Studio sim. Ele fez trabalhos de zeladoria em troca de aulas de atuação que não poderia pagar de outro jeito. Em 1966, foi admitido no Actors Studio, onde Lee Strasberg mais tarde observou: «Al Pacino se torna eles. Ele assume a identidade com tanta completude que continua vivendo um papel muito depois do fim».

A Broadway o reconheceu primeiro. Seu Tony Award aos 28 anos estabeleceu as credenciais teatrais que despertaram a curiosidade de Hollywood. Foi The Panic in Needle Park (1971) que convenceu Francis Ford Coppola. O estúdio queria Robert Redford, Jack Nicholson, James Caan. Coppola lutou por Pacino e o conseguiu. O que veio foi Michael Corleone — um homem que se torna o que jurou nunca ser, construído em silêncios e em olhares que deixam de se engajar para começar a calcular. Duas indicações. Sem prêmio.

A mesma época produziu Serpico e Um Dia de Cão. Frank Serpico é uma atuação sustentada e moralmente precisa; Sonny Wortzik em Um Dia de Cão é a explosão: o assaltante fracassado cuja situação com reféns vira uma espécie de teatro de rua. Mais três indicações sem prêmio.

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Perfume de Mulher finalmente trouxe a estatueta. Frank Slade — o coronel cego e volátil — é um papel projetado para grandes gestos, e Pacino o interpreta com destreza e brilho inegáveis. O debate crítico de sempre: a Academia premiou o estilo de atuação com o qual sempre se sentiu mais confortável, o que se anuncia, o que torna seu próprio talento visível — em vez do trabalho mais quieto e formalmente disciplinado dos anos 1970.

Heat colocou Pacino contra Robert De Niro em uma cena de lanchonete de cinco minutos que continua sendo uma das coisas mais cinematograficamente puras que qualquer um dos dois fez. Angels in America valeu um Emmy; O Irlandês de Scorsese lhe deu a nona indicação ao Oscar — por Jimmy Hoffa. Em 2024, ele publicou Sonny Boy, suas memórias. Aos 86 anos, com um filho de três anos — Roman, nascido em 2023 com Noor Alfallah — e uma agenda que inclui Hand of Dante (Julian Schnabel, Netflix), Lear Rex e Maserati: The Brothers com Anthony Hopkins, Pacino não dá nenhum sinal de querer parar.

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